Doenças respiratórias preocupam setor da saúde no país
Piçarras e Penha realizaram bom trabalho no dia D da Vacinação contra a influenzaPor Redação Catarinorte
Terça-feira, 31 de março de 2026 09:21O avanço das doenças respiratórias no país acendeu um alerta nacional — e, ao mesmo tempo, reforçou a importância de ações locais como o Dia D de vacinação contra a gripe, realizado neste sábado em diversos municípios, incluindo cidades do Litoral Norte catarinense.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em crescimento em todo o Brasil. O novo boletim InfoGripe aponta aumento significativo nas hospitalizações por Influenza A, além da circulação elevada de rinovírus e do vírus sincicial respiratório (VSR).
A tendência de alta é observada em todos os estados, considerando as últimas seis semanas. Entre os mais afetados estão crianças e adolescentes, especialmente por conta do rinovírus, enquanto os idosos seguem como o grupo com maior risco de mortalidade, principalmente em decorrência da influenza e da Covid-19.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação. A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, destaca que a imunização é essencial para conter o avanço das hospitalizações, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade.
Além da vacina, medidas simples continuam sendo recomendadas, como o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração, e o isolamento em caso de sintomas gripais.
Mobilização local
Em sintonia com essa preocupação nacional, municípios como Balneário Piçarras, Penha e outros municíopios do estado realizaram neste sábado (28) o Dia D de vacinação contra a Influenza. A mobilização seguiu a campanha nacional coordenada pelo Ministério da Saúde, com atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sem necessidade de agendamento.
A iniciativa buscou ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população, especialmente dos grupos prioritários, à imunização.
A ação ganha ainda mais relevância diante do aumento dos casos de SRAG no país, funcionando como uma barreira preventiva para reduzir complicações, internações e óbitos.
Prevenção como estratégia coletiva
A combinação entre o alerta científico e a resposta dos municípios evidencia um ponto central: o enfrentamento das doenças respiratórias depende tanto de políticas públicas quanto da adesão da população.
A vacinação, aliada a hábitos de prevenção, segue sendo a principal estratégia para conter o avanço dos vírus respiratórios e proteger vidas — um esforço que começa nos dados nacionais, mas se concretiza no atendimento direto à população em cada cidade.